
Meu nome é Frank Cissé, sou um espião Frances, que informo as idéias da corte Portuguesa para Napoleão. Sou um homem de muita confiança dele, afinal tinha lutado com ele pela independência de Córsega.
Napoleão dirigia suas tropas a Portugal, com o intuito de Portugal não ter aceitado o bloqueio continental. Mas dei outra razão informando a Napoleão sobre a fuga da família real portuguesa para o Brasil, mas isso não ocorreu pois a minha carta foi interceptada por um guarda da família real, afinal eu estava infiltrado na corte portuguesa. Com isso a família decidiu executar o espião Frances no Brasil, e então Frank contou sobre como foi a viajem:
“A esquadra era provavelmente composta de oito naus, três fragatas, dois brigues, um escuna de guerra, um charrua de mantimentos e mais vários navios mercantes da marinha portuguesa num total de 56 barcos, quanto ao número de emigrados varia enormemente, temos 15.000 no total, o Príncipe Real uma das principais naus, provavelmente com 67m, por 16,5 m, não me enganam os olhos estavam com 1.054 pessoas. Havia entre 6.000 a 7.000 tripulantes e entre 5.000 a 10.000 fugitivos. Não há água corrente nem banheiros e as necessidades fisiológicas eram feitas em plataformas suspensas sobre a amurada dos navios, alem disso, na pressa do embarque, água, víveres, roupa de cama foram deixados no cais. Não há roupa de baixo para troca e na Alfonso de Albuquerque há uma infestação de piolhos que obriga as mulheres a raspar a cabeça, começando com Carlota Joaquina e as princesas reais. Não há nenhuma privacidade e alguns nobres têm que dormir no convés ao relento, sem camas nem cobertas, sendo molhados pelo mar. A frota se divide após tempestade na ilha da Madeira, e a Príncipe Real e a Alfonso de Albuquerque após 54 dias chegam a Salvador”
Ao chegar ao Brasil consegui escapar na hora do desembarque em Salvador, mas estava fraco e desgastado com a viajem, e consegui algumas coisas para comer e passei a noite em uma casa de um homem que eu havia conhecido. No dia seguinte sai da cidade e fui para interior onde encontrei um quilombo, como eu sabia três idiomas inclusive português não tive problema em me comunicar com os escravos do quilombo, nem com o homem na baia de Salvador,com isso fui bem aceito pelos escravos e os ensinei muito sobre varias culturas e também aprendi muito sobre a cultura dos escravos.
Criado por: Felipe Passos, Thiago Neves, Thiago augusto, André Cavaignac e Wiler Oliveira
Serie/turma: 2°A - Matutino